Foto: Vinicius Becker (Diário)
O Pronto Socorro do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) voltou a enfrentar superlotação, com taxa de ocupação de quase 300%. Na manhã desta quinta-feira (9), chegou a haver 80 pessoas internadas no espaço, que tem 29 leitos. À tarde, o número caiu para 70 pacientes. Isso obriga com que muitas pessoas, inclusive idosas, tenham de ficar dias sendo atendidas em macas nos corredores, o que é uma situação muito revoltante.
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Segundo a instituição, “foram registrados 1.327 atendimentos no Pronto-Socorro Adulto em março”. E “em abril, a média diária é de 43 pacientes, número superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando a média era de 28 atendimentos por dia”. Em uma nota enviada ao Diário, a instituição afirmou que “vem adotando medidas para garantir a assistência à população, como ampliação do número de internações, otimização do giro de leitos e intensificação de transferências para hospitais de retaguarda” e que “o atendimento no Pronto-Socorro segue o protocolo de classificação de risco, que prioriza pacientes em estado mais grave, independentemente da ordem de chegada”.
O Husm também divulgou nota dizendo se tratar de boato a informação de que pessoas estariam sendo amputadas por conta de uma superbactéria. O hospital diz que atende casos graves que, infelizmente, resultam em amputações, mas que isso não tem relação com um surto ou uma bactéria específica de origem hospitalar.